maio - havíamos de falar disso de medo

 banner_estatico.jpg

medo.jpg

Dizia Aristóteles que só podemos ser verdadeiramente livres se superarmos os nossos medos. Mas porque temos tanto medo e de onde nos nasce? Da memória ou da capacidade humana de imaginar o futuro? E devemos ignorar os nossos medos ou escutá-los como se fossem os conselhos de um amigo cauteloso?

Convidámos Gonçalo M. Tavares, escritor e professor universitário, e Paulina Chiziane, escritora moçambicana, para nos ajudarem a pensar o medo e a melhor forma de viver com ele.

 

Paulina Chiziane
 

 Gonçalo M. Tavares

paulineGoncaloTavares

 

Escritora moçambicana nascida em 1955, na província de Gaza. Fez os seus estudos em Linguística na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo. Contadora de histórias, arte que aprendeu com a sua avó, publicou vários contos em jornais do seu país. São histórias que falam das vivências de tempos difíceis, da esperança, do amor, da mulher e de uma África passada e presente, que a autora soube transferir da oralidade para o papel. A sua colaboração com a Cruz Vermelha de Moçambique, contribuiu para uma aproximação mais concreta à realidade vivida no país, que também se reflecte na sua escrita. Tornou-se a primeira mulher moçambicana a publicar um romance quando lançou o seu primeiro livro, intitulado A Balada de Amor ao Vento , em 1990. Os seus outros romances são: Ventos do Apocalipse (1993), O Sétimo Juramento (2000), Niketche.Uma História de Poligamia (2002), O Alegre Canto da Perdiz, 2008, Na mão de Deus, 2013 e Por Quem Vibram os Tamborem do Além, 2013.


 

 

Gonçalo M. Tavares nasceu em 1970, em Luanda. Passou a sua infância em Aveiro. Publicou a sua primeira obra em dezembro de 2001. Editou romances, contos, ensaio, poesia e teatro.

Em Portugal recebeu vários prémios, entre os quais: o Prémio José Saramago 2005 e o Prémio LER/Millennium BCP 2004, com o romance Jerusalém; o Grande Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores "Camilo Castelo Branco" com Água, Cão, Cavalo, Cabeça.

Prémios internacionais: Prémio Portugal Telecom 2007 (Brasil); Prémio Internazionale Trieste 2008 (Itália); Prémio Belgrado Poesia 2009 (Sérvia); Nomeado para o Prix Cévennes 2009 - Prémio para o melhor romance europeu (França).

Os seus livros estão a ser editados em trinta e cinco países.

Jerusalém foi o romance mais escolhido pelos críticos do Público para "Livro da Década".

Os seus livros deram origem, em diferentes países, a peças de teatro, peças radiofónicas, curtas-metragens e objectos de artes plásticas, dança, vídeos de arte, ópera, performances, projectos de arquitectura, teses académicas, entre outras obras.

 

 

abril - havíamos de falar de Deus

 banner_estatico.jpg

havdeus.jpg

Por onde andará Deus? Estará morto ou escondido no meio de nós? Todas as civilizações tiveram deuses, feitos à sua imagem ou das suas imaginações – deuses animais, deuses vingativos, deuses clementes, deuses visíveis ou invisíveis. Porque nos atrai o mistério e o que não sabemos explicar? De onde nascem os nossos deuses?

Estas são algumas das questões que colocaremos aos nossos convidados!

 

Helena Vilaça
 

 Tiago Cavaco

helena2_1.jpgtiago.jpg

 

Helena Vilaça é Professora Auxiliar com Agregação do Departamento de Sociologia da Faculdade de Letras e investigadora do Instituto de Sociologia da Universidade do Porto. Em 2011 foi Professora convidada do Departamento de Teologia da Universidade de Uppsala (Suécia). O seu trabalho científico tem incidido de modo dominante sobre a religião (e.g.:, pluralismo religioso e ético; migrações, etnicidade e religião; especificidades do catolicismo português) e tem estado envolvida em várias redes e projetos internacionais. Em 2013 foi eleita para o Conselho da International Society for the Sociology of Religion. Entre os seus trabalhos publicados destacam-se os livros: Da Torre de Babel às terras prometidas, Afrontamento, 2006 e The Changing Soul of Europe: Religions and Migrations in Northern and Southern Europe, Ashgate, 2014.


 

 

Tiago Cavaco, também conhecido pelo nome artístico de Tiago Guillul, nasceu em Sintra em 1978 e licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Em 2012 foi consagrada pastor da Igreja Evangélica Baptista e assumiu o pastorado da Igreja Baptista de S. Domingos de Benfica, em Lisboa.

Tem feito parte de diversos projectos musicais maioritariamente influenciados pela cena punk hardcore. Em 2002 gravou o primeiro álbum com o título Fados para o Apocalipse contra a Babilónia, e entretanto gravou muitos outros com títulos tão sugestivos como Mais dez fados religiosos de Tiago Guillul, Tiago Guillul quer ser o leproso que agradece, e o álbum de 2013 Xungaria no Céu feito em colaboração com outros músicos da Flor Caveira, editora de que é fundador.

É ainda autor do livro Felizes para Sempre (E outros equivocos acerca do casamento).

 

 

março - havíamos de falar de tempo

 banner_estatico.jpg

havtempo.jpg

Olhamos para o relógio, para o espelho e para uma igreja românica e sentimo-lo de três formas diferentes. Não sabemos se é real ou inventado, mas sabemos que passa e que vai sempre na mesma direcção. Dizia Einstein que o passado, o presente e o futuro são apenas uma ilusão, mas uma ilusão persistente.

Havemos de falar também do tempo na ficção com Afonso Cruz, escritor, músico e ilustrador, e do tempo cósmico com Carlos Herdeiro, físico e divulgador de ciência.

Senhoras e senhores, é tempo de falar do tempo.

 

Afonso Cruz
 

 Carlos Herdeiro

afonsocruz.jpgcarlos_herdeiro.jpg

 

Afonso Cruz, nasceu em julho de 1971 na Figueira da Foz. Frequentou a Escola António Arroio, a Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e o Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira. Em 2008, publicou o seu primeiro romance, A Carne de Deus — Aventuras de Conrado Fortes e Lola Benites, ao qual se seguiria, em 2009, Enciclopédia da Estória Universal, galardoado com o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco. Em 2011, publicou Os Livros Que Devoraram o Meu Pai (Prémio Literário Maria Rosa Colaço) e A Contradição Humana (prémio Autores SPA/RTP).

Em 2012, foi o autor português distinguido com o Prémio da União Europeia para a Literatura pelo livro A Boneca de Kokoschka (Quetzal, 2010). Em 2013, Afonso Cruz publicou Enciclopédia da Estória Universal — Arquivos de Dresner, O Livro do Ano, O Cultivo de Flores de Plástico e Para onde Vão os Guarda-chuvas.

Assina, desde fevereiro de 2013, uma crónica mensal no Jornal de Letras, Artes e Ideias sob o título Paralaxe. Além de escrever, é ilustrador, realizador de filmes de animação e membro da banda The Soaked Lamb.

 

 

Carlos Alberto Ruivo Herdeiro, nasceu em 1974 em Vila Nova de Gaia, Licenciou-se em Física/Matemática Aplicada pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto em 1996, concluiu o doutoramento na Universidade de Cambridge em 2001 e fez estudos pós-doutorais na Universidade de Stanford.

Actualmente é Professor Auxiliar do Departamento de Física da Universidade de Aveiro e também investigador do Centro de Física do Porto, nas áreas de Gravitação/Cosmologia Clássica e Quântica e Física de Altas Energias.

Recebeu, em 2004, um Prémio Gulbenkian de Estímulo à Investigação Científica.

 

 

fevereiro - havíamos de falar de sexo

 banner_estatico.jpg

logo_de_sexo_fundo_branco.jpg

“Tudo o que fazemos tem motivações sexuais, menos o sexo”, dizia Oscar Wilde no séc. XIX. Da época vitoriana até aos nossos dias muita coisa mudou – o tamanho das saias, a forma como encaramos a homossexualidade nos países ocidentais e também a forma como usamos o desejo sexual para vender sabonetes, automóveis e refrigerantes.

Nunca o sexo esteve tão presente no espaço público e privado, mas nunca tivemos tão poucos filhos. Se não queremos procriar, porque pensamos tanto em sexo? Somos nós que nos servimos dele ou ele que se serve de nós?

Sofia Aboim, investigadora na área da sexualidade, e Richard Zimler, escritor, vêm conversar connosco e ajudar-nos a pôr tudo a nu.

 

Sofia Aboim  
 

  Richard Zimler

1sbhdfsphto.jpgrzhdfsphto.jpg

 

Sofia Aboim,socióloga, é doutorada em Sociologia pelo ISCTE, Licenciou-se em Sociologia no ISCTE em 1995 e fez o Mestrado em 2000 no ICS-UL.

Tem trabalhado desde 1997, no ICS, onde actualmente é Investigadora Auxiliar. É também membro do GEXcel − International Collegium for Advanced Transdisciplinary Gender Studies, sediado nas Universidades de Linköping, Karlstad e Örebro na Suécia. Tem vindo a trabalhar sobre os vários temas, destacando-se, por um lado a família, as gerações e o curso de vida, e, por outro, o género e a sexualidade, as masculinidades e as feminilidades, bem como os processos de discriminação social, as migrações e as sociedades pós-coloniais. Entre os seus interesses teóricos, incluem-se ainda a teoria crítica, a modernidade ou o pós-colonialismo.

Actualmente, os seus interesses de investigação têm vindo crescentemente a incluir temas como género, sexualidade e cidadania, numa perspectiva trans-disciplinar. Publicou livros e artigos sobre estas temáticas em revistas nacionais e estrangeiras e é autora de Plural Masculinities. The remaking of the self in private life (Ashgate 2010). Lançou recentemente o livro A Sexualidade dos Portugueses, publicado pela Fundação Franscisco Manuel dos Santos (2013).

 

Richard Zimler nasceu em 1956 em Roslyn Heights, um subúrbio de Nova Iorque. Fez um bacharelato em religião comparada na Duke University (1977) e um mestrado em jornalismo na Stanford University (1982). Trabalhou como jornalista durante oito anos, principalmente na região de S. Francisco. Em 1990, foi viver para o Porto, onde foi professor de jornalismo durante 16 anos, primeiro na Escola Superior de Jornalismo e depois na Universidade do Porto.

Nos últimos 16 anos, publicou dez romances, uma colectânea de contos e dois livros infantis, que depressa entraram nas listas de bestsellers de vários países (Portugal, Brasil, EUA, Inglaterra, Itália, etc...). Zimler já ganhou diversos prémios, incluindo o National Endowment of the Arts Fellowship in Fiction (EUA) em 1994, o Prémio Herodotus (EUA) para o melhor romance histórico em 1998 e o prémio literário Alberto Benveniste em 2009.

 

 

Janeiro - Havíamos de falar da morte

 banner_estatico.jpg

logo_da_morte_fundo_branco.jpg

Há qualquer coisa de patético em convocar vivos para falar da morte, afinal estamos todos do mesmo lado do muro e quem o saltou não deixou nenhum contacto. Mas é difícil abstrairmo-nos dela, mesmo que a morte só aconteça aos outros.

Então o melhor talvez seja chamar quem dela se ocupa, para que nos esclareça o susto, para que nos ensine a viver com ela, ou com a ideia dela. Um médico legista e um músico de Heavy Metal que também é poeta, um encontro improvável? Talvez, mas a vida é curta e só a morte é certa.

 

Fernando Ribeiro  
 

  José Pinto da Costa

fernandoribeiro.jpgpintodacosta.jpg

 

Fernando Ribeiro nasceu em 1974, estudou filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa e em 1989 formou a sua primeira banda, os Morbid God, que mais tarde viriam a mudar o nome para Moonspell. Além da sua actividade musical, que o levou também a participar no projecto “Amália Hoje” e a diversas colaborações com outras bandas, Fernando Ribeiro é poeta e tem três livros publicados: Como Escavar um Abismo (2001), As Feridas Essenciais (2004) e O Diálogo de Vultos (2007).

 

 José Eduardo Pinto da Costa nasceu no Porto em 1934 e licenciou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto em 1960 com a tese "Morte por Acção do Óxido de Carbono", estudo que viria a ser citado pela revista da Interpol. Em 1961 foi nomeado assistente de Medicina Legal e Toxicologia Forense e concluiu o seu doutoramento em 1973. Em 1979 passou a Professor Associado da Faculdade de Medicina do Porto e em 1996 a Professor Catedrático.

Desempenhou ainda diversos cargos nacionais e internacionais, como subdirector do Instituto de Medicina Legal do Porto, presidente do Colégio da Especialidade de Medicina Legal da Ordem dos Médicos, membro do Conselho Superior de Medicina Legal e vice-presidente da Academia Internacional de Medicina Legal e Medicina Social.

 

 

Eventos
Apoio

1suponsers_list_ciceco.jpg