Maio - Havíamos de falar do riso

 banner_estatico.jpg

 

Afinal quanto siso há no riso? O que há de tão divertido ou de tão trágico na existência humana que faça de nós o único animal com essa capacidade? Rimos porque sabemos que vamos morrer ou porque, sabendo, não o podemos imaginar? Seja lá o que for, o riso é uma coisa muito séria.
Dia 28 de Maio, às 18:15, no Teatro Aveirense, com o escritor Mário Zambujal e a filósofa da linguagem Dina Mendonça. Vamos rir e falar do riso.

 belo

Dina Mendonça 
 

 Mário Zambujal

MPzambujal

 

Dina Mendonça é Licenciada em Filosofia pela Universidade Católica de Lisboa, tem um mestrado em Filosofia para Crianças da Montclair State University, New Jersey, onde trabalhou com Matthew Lipman, fundador do movimento “Filosofia para Crianças”. É doutorada pela Universidade da Carolina do Sul, Columbia, e actualmente é investigadora do Instituto de Filosofia da Linguagem, da Universidade Nova, e bolseira de pós-doutoramento da FCT onde trabalha em Filosofia para Crianças e Filosofia das Emoções. É ainda a fundadora da Associação Brincar a Pensar e autora do livro Brincar a Pensar: Manual de Filosofia Para Crianças (Plátano, 2011).

 

  Mário Joaquim Marvão Gordilho Zambujal nasceu em Moura, em 1936. Trabalhou no semanário Os Ridículos e foi jornalista de A Bola e de O Jornal. Ocupou os cargos de chefe de redacção de O Século e do Diário de Notícias, de director-adjunto do Record, director do Mundo Desportivo, Tal & Qual e Sete. Tornou-se conhecido da maioria dos portugueses como jornalista desportivo na RTP.
É autor de textos para rádio, televisão e teatro e de vários livros dos quais destacamos Crónica dos Bons Malandros, que teve grande sucesso e deu origem a uma longa-metragem de Fernando Lopes, Histórias do Fim da Rua, e À Noite Logo se Vê. Os seus romances mais recentes são Serpentina, 2014; O Diário Oculto de Nora Rute, 2013 e Cafuné, 2012.
A 30 de Julho de 1984 foi feito Oficial da Ordem do Infante D. Henrique. Atualmente é presidente do Clube dos Jornalistas.
Abril - Havíamos de falar do belo

 banner_estatico.jpg

 

Onde mora o belo? Nos objectos que admiramos ou nos olhos que admiram? Será o belo algo de concreto - cheio de simetrias, harmonia e de formas naturais replicadas ou contrariadas, ou algo tão abstracto e tão subjectivo que cada um é dono do seu: o belo que hoje me falta, diverso do que foi e do que há-de ser.
Os gostos não se discutem, diz-se, mas a verdade é que adoramos discuti-lo, confrontá-lo, aferi-lo. Vamos falar com Maria do Rosário Pedreira, poeta e editora, e com Paulo Ribeiro, dançarino e coreógrafo, vamos à procura do que é belo.

 belo

Maria do Rosário Pedreira 
 

 Paulo Ribeiro

MPMP

 

Maria do Rosário Pedreira nasceu em Lisboa em 1959. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade Clássica de Lisboa. Depois de uma breve passagem pelo ensino – que a influenciou na escrita de livros juvenis, sendo autora de duas colecções adaptadas à televisão -, ingressou na carreira editorial, tendo-se especializado na publicação de novos autores de língua portuguesa e sido responsável pelo lançamento da obra de escritores como Jose Luís Peixoto, Valter Hugo Mãe ou João Tordo, actividade que desempenha ainda hoje no grupo LeYa.

Escreveu quatro livros de poesia (A Casa e o Cheiro dos Livros, O Canto do Vento nos Ciprestes, Nenhum Nome Depois e A Ideia do Fim), reunidos recentemente num só volume (Poesia Reunida), tendo recebido os prémios Sebastião da Gama, Maria Amália Vaz de Carvalho, Poême, Fundação Inês de Castro, e ainda uma menção honrosa no Prémio Ruy Belo. Os seus poemas estão traduzidos em vários idiomas e foram publicados em livro ou em revistas e antologias de diversos países. É ainda autora de letras para fado e canções, tendo escrito para Carlos do Carmo, Aldina Duarte, António Zambujo e Carminho, entre outros.

 

 

Natural de Lisboa, fez carreira como bailarino em diversas companhias belgas e francesas até que os seus passos o conduziram à criação coreográfica. A estreia enquanto coreógrafo deu-se em 1984, em Paris, no âmbito da companhia Stridanse, da qual foi co-fundador, e que o levou à participação em diversos concursos naquela cidade, obtendo, logo no ano da estreia como coreógrafo, o prémio de Humor e, no ano seguinte, em 1985, o 2.º prémio de Dança Contemporânea, ambos no Concurso Volinine.
De regresso a Portugal, em 1988, começou por colaborar com a Companhia de Dança de Lisboa e com o Ballet Gulbenkian, para os quais criou, respectivamente, Taquicardia (Prémio Revelação do jornal Sete, em 1988) e Ad Vitam. Com o solo Modo de utilização, interpretado por si próprio, representou Portugal no Festival Europália 91, em Bruxelas.

A sua carreira de coreógrafo expandiu-se no plano internacional, a partir de 1991, com a criação de obras para companhias de renome. Em 1994 foi galardoado com o Prémio Acarte/Maria Madalena de Azeredo Perdigão pela obra Dançar Cabo Verde, encomenda de Lisboa 94 – Capital Europeia de Cultura, realizada conjuntamente com Clara Andermatt.

Em 1995, fundou Companhia Paulo Ribeiro, para a qual já criou 15 coreografias.  Ao longo da carreira, tem ganho vários outros prémios de relevo, como o “Prix d’Auteur”, nos V Rencontres Chorégraphiques Internationales de Seine-Saint-Denis (França); o “New Coreography Award”, atribuído pelo Bonnie Bird Fund-Laban Centre (Grã-Bretanha), o “Prix d’Interpretation Collective”, concedido pela ADAMI (França); ou ainda o Prémio Bordalo da Casa da Imprensa (2001). Recentemente foi galardoado com o prémio Melhor Coreografia de 2010 pela Sociedade Portuguesa de Autores, pelo espectáculo Paisagens – onde o negro é cor.

Em acumulação com o trabalho na companhia de autor, Paulo Ribeiro foi Comissário do ciclo “Dancem”, em 1996 e 1997, no Teatro Nacional S. João. Desempenhou, entre 1998 e 2003, o cargo de Director-geral e de Programação do Teatro Viriato/CRAE (Centro Regional das Artes do Espectáculo das Beiras), e foi ainda Comissário para a Dança em Coimbra 2003 – Capital Europeia da Cultura. Em 2006, regressaria ao Teatro Viriato, para reocupar o cargo de Director-geral e de Programação.

Março - Havíamos de falar de memória

 banner_estatico.jpg

 

As nossas vidas são histórias contadas a partir da memória. Da infância ao presente, com todas as conquistas e embaraços. A história de um país, de uma comunidade ou de uma família faz-se do entrelaçar dessas memórias, do peso e do sentido que lhes damos. Mas quem nos garante que as memórias que guardamos são fiáveis, verdadeiras? Quanto do que lembramos é partilhado por outros? E o que podemos fazer quando a memória nos falha? Quem somos quando deixamos de recordar o que fomos? Vamos falar de memória com Fernando Alves, radialista, e Isabel Santana, neurologista e especialista em Alzheimer.

 solidao_logo

Fernando Alves 
 

 Isabel Santana

Pedro MexiasISABEL SANTANA

 

Fernando Alves estreou-se na rádio em 1970 em Benguela, onde viveu entre os cinco e os 21 anos. É jornalista da TSF, estação que ajudou a fundar em 1989. Assina actualmente a Revista de Imprensa e regista há 19 anos os seus “Sinais”, crónica diária antologiada pela Oficina do Livro em 2000. Em 1994 foi distinguido pela Casa da Imprensa com o Prémio Bordallo da Rádio e em 2010 foi condecorado com o título de comendador da Ordem do Mérito Civil.

 

 

Isabel Santana licenciou-se em Medicina em 1984 pela faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, concluiu a sua especialidade em neurologia em 1992 e o doutoramento em 1999 pela mesma universidade. É coordenadora da consulta de demência dos Hospitais da Universidade de Coimbra e responsável pelo Laboratório de Funções Nervosas Superiores. É professora associada convidada da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e investigadora no Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra.

 

 

Fevereiro - Havíamos de falar de solidão

 banner_estatico.jpg

 

“Nunca encontrei companhia que fosse tão companheira como a solidão”, afirma Henry David Thoreau em “Walden ou A Vida nos Bosques”, obra que relata a sua experiência de isolamento num bosque de Massachusetts.

Mas, afinal, que virtudes e que perigos advêm da solidão? Como encontrá-la no meio de tantas redes sociais (virtuais e das outras) ou escapar-lhe em tempos de tanta indiferença? É certo que morremos sozinhos, mas será que vivemos acompanhados?

Ouçamos o que têm a dizer Pedro Mexia, poeta e crítico literário, e Telmo Baptista, Bastonário da Ordem dos Psicólogos.

 solidao_logo

Pedro Mexia 
 

 Telmo Baptista

Pedro MexiasTelmo Baptista

 

Pedro Mexia nasceu em 1972, em Lisboa. Licenciado em Direito pela Universidade Católica. É crítico literário e cronista no Expresso. Escreveu anteriormente no Diário de Notícias e no Público. Foi subdirector e director interino da Cinemateca. Participa no programa de comentário político Governo Sombra (TSF / TVI 24). Publicou cinco colectâneas de crónicas, quatro volumes de diários e seis livros de poemas, antologiados em Menos por Menos (2011). Também fez traduções e escreveu para teatro e televisão. Coordena a colecção de poesia das Edições Tinta-da-China.

 

 

Telmo Mourinho Baptista, psicólogo, psicoterapeuta. professor na Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, onde trabalha desde que se licenciou. Fundador e actual Bastonário da Ordem dos Psicólogos Portugueses. Licenciou-se me 1983 na Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia. É doutorado em Psicoterapia pela mesma Universidade. Esteve em 1988-89 na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). A sua actividade tem-se repartido entre a Universidade e a prática privada.

Foi presidente da Associação Portuguesa de Terapias Comportamental e Cognitiva. Tem desenvolvido e publicado trabalhos nas áreas da psicoterapia e psicologia da saúde, principalmente nas temáticas das narrativas de desenvolvimento pessoal, dor, cuidados paliativos, e diversas perturbações. Foi presidente entre 2012-2014 da Federação Ibero-Americana de Associações de Psicologia (FIAP), organização que representa mais de 300 mil psicólogos, e tem desenvolvido trabalho na representação da Psicologia em diversas organizações internacionais.

 

 

Janeiro - Havíamos de falar de conhecimento

 banner_estatico.jpg

 

“Há mais coisas no céu e na terra, Horácio, do que sonha a tua filosofia”, disse Shakespeare pela boca de Hamlet. Mas afinal o que podem as nossas filosofias? O que podemos nós saber e com que instrumentos? Devemos olhar para as estrelas ou para dentro de nós? Para o que disseram os sábios, os poetas, os cientistas ou para o que ainda ninguém nos disse?

No arranque desta segunda edição do “Havíamos de Falar Disso”, pedimos ao físico Carlos Fiolhais e à professora e escritora Helena Buescu que nos ajudem a conhecer o conhecimento.

 conhecimento_logo

Carlos Fiolhais 
 

 Helena Buescu

Carlos FiolhaisHelena Buescu

 

Carlos Fiolhais é Professor Catedrático no Departamento de Física da Universidade de Coimbra desde 2000. Foi professor nos Estados Unidos e no Brasil.

É autor de 140 artigos científicos em revistas internacionais e de mais de 450 artigos pedagógicos e de divulgação. Publicou 42 livros, entre os quais os best sellers "Física Divertida", "Nova Física Divertida", "Breve História da Ciência em Portugal", e os mais recentes "Darwin aos Tiros e outras Histórias de Ciência" e "Pipocas com Telemóvel e outras Histórias de Falsa Ciência" (os dois últimos com David Marçal), na Gradiva.

Dirigiu a revista "Gazeta de Física" da Sociedade Portuguesa de Física e é membro de comissões das revistas de Física internacionais (presidiu em 2011 ao Conselho Científico do "European Physics Journal"). Foi Director do Centro de Informática da Universidade de Coimbra - CIUC, Presidente do Conselho de Investigação do Instituto Interdisciplinar da Universidade de Coimbra - III, membro do Conselho Científico da Fundação para a Ciência e Tecnologia - FCT e é membro dos corpos gerentes do Forum Internacional dos Investigadores Portugueses - FIIP. É colaborador regular dos jornais "Público", "Sol", “As Artes entre as Letras” e "Jornal de Letras".

Ganhou vários prémios e distinções, entre os quais o Prémio União Latina de tradução científica, a Ordem do Infante D. Henrique; o Prémio Inovação do Forum III Milénio e Rómulo de Carvalho da Universidade de Évora; e o prémio BBVA para o melhor artigo pedagógico na área da Física no espaço ibero-americano. É o responsável pelos programas de "Educação" e de" Ciência e Inovação" da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

 

 

Helena Buescu é Professora Catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde trabalha nas áreas de Literatura Comparada e Literatura Portuguesa. As suas áreas de interesse abrangem sobretudo os séculos XIX e XX e ainda a problemática teórica da literatura. Colabora regularmente com Universidades estrangeiras (Europa, Estados Unidos, Brasil), onde tem sido professora ou investigadora. É directora-fundadora do Centro de Estudos Comparatistas e membro da Academia Europaea.

Publicou nove livros, entre os quais o Dicionário do Romantismo Literário Português, que coordenou (1997), A Revisionary History of Portuguese Literature (com Miguel Tamen, 1999), Chiaroscuro. Modernidade e Literatura (2001), Cristalizações. Fronteiras da Modernidade (2005) e Stories and Portraits of the Self (2007, com João Ferreira Duarte).

 

 

Eventos
Apoio

1suponsers_list_ciceco.jpg