A 14 de abril de 2026, a Comissão Europeia acolheu em Bruxelas a 3. ª reunião do Conselho Tecnológico para os Materiais Avançados, reunindo as principais partes interessadas para apoiar o desenvolvimento da futura Lei Europeia dos Materiais Avançados. A sessão reuniu representantes dos Estados-Membros, da academia e da indústria para abordar as prioridades estratégicas para a inovação, a ampliação de escala e a implementação industrial.
Paula M. Vilarinho e João Rocha representaram a Universidade de Aveiro, o CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro e Portugal como membros do Conselho Tecnológico, contribuindo diretamente para os debates políticos a nível europeu em matéria de materiais avançados.
Durante a reunião, Paula M. Vilarinho apresentou os principais resultados do Workshop FAME — Futuro dos Materiais Avançados na Europa — realizado na Universidade de Aveiro em novembro de 2025. O workshop reuniu mais de 250 intervenientes europeus e está agora a influenciar o quadro político que sustenta a Lei dos Materiais Avançados.
“Uma conclusão central que emerge desta iniciativa é que o principal desafio da Europa em matéria de materiais avançados já não é a capacidade científica, mas sim a ampliação e a implementação de inovações”, explica Paula Vilarinho. O relatório FAME identifica cinco prioridades estratégicas: o desenvolvimento de infraestruturas de alargamento de escala, a implementação de mecanismos de financiamento misto, a criação de ecossistemas orientados para a aplicação, a simplificação dos processos regulamentares e uma maior cocriação com os Estados-Membros.
A participação de João Rocha como membro do Conselho veio reforçar ainda mais o contributo português para esta agenda, destacando a experiência nacional em materiais avançados e o compromisso com as estratégias europeias de inovação.
Os materiais avançados são reconhecidos como tecnologias críticas para a Europa, com um papel fundamental na transformação industrial e nas transições para a sustentabilidade. Neste contexto, a presença de Portugal reflete tanto a excelência científica como o posicionamento estratégico, suportado por ativos como a capacidade de energia limpa, o acesso a matérias-primas críticas e oportunidades logísticas.
Consulte aqui o link para a publicação do relatório FAME.
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