Descrição
Fontes de água potável estão a diminuir globalmente, ameaçando a sobrevivência humana. Poluentes emergentes (EPs), como fármacos, pesticidas e corantes, são ineficazmente removidos por estações de tratamentos de águas residuais (ETARs) convencionais, representando riscos ambientais e para a saúde humana. A reutilização de águas residuais tratadas surge como solução para a escassez hídrica, sendo que em Portugal apenas 1% é reaproveitado. A atualização das estações de tratamento é urgente para reduzir a libertação desses poluentes no meio ambiente e permitir o uso seguro das águas residuais tratadas.Fotocatalisadores semicondutores demonstram elevado potencial na degradação de poluentes, mas o seu uso na forma de suspensão limita a aplicação industrial devido à dificuldade de reutilização e riscos ambientais. Estratégias de imobilização eficientes são cruciais para aumentar a estabilidade e reutilização desses materiais.Polímeros inorgânicos (PIs), ou geopolímeros, destacam-se emaplicações ambientais devido à sua porosidade e capacidade de troca iónica, sendo explorados como sorventes de metais. A manufatura aditiva (AM) permite fabricar PIs com design controlado, otimizando sua eficiência. No entanto, a combinação de fotocatalisadores com PIs via AM permanece inexplorada.O projeto PRIME visa desenvolver membranas fotoativas 3D impressas para pós-tratamento de efluentes de ETARs, reduzindo custos e aumentando a eficiência. A abordagem explorará: i) novos fotocatalisadores altamente estáveis; ii) membranas 3D com incorporação e funcionalização de catalisadores; iii) sua eficácia na remoção de poluentes emergentes.
Coordenador
Coordenação
Universidade de Aveiro (UA)
Financiadores

