artigos de desporto

quimica das coisas

 

Se é um adepto da prática desportiva, fica desde já a saber que, só por isso, também é um adepto da química! Hoje vamos falar de artigos de desporto!

Na verdade, as atividades desportivas estão entre aquelas que mais têm beneficiado com o desenvolvimento de novos materiais em laboratórios de química.

Certamente já terá reparado que os equipamentos de desporto, desde as bicicletas de montanha às pranchas de surf, estão cada vez mais leves e mais resistentes!

Também já terá sentido as vantagens do moderno vestuário desportivo, como os tecidos que permitem a rápida evaporação do suor, ou as sapatilhas confortáveis e com a sola mais adaptada ao piso.

E podíamos continuar: os capacetes de ciclismo, as raquetes de ténis, as caneleiras de futebol, as velas dos barcos, as pistas de atletismo. E, claro, as bolas! As bolas de golfe, de ténis, de bowling, de voleibol, de futebol, de basquetebol …

Na base do aparecimento de todos estes novos materiais está a química dos polímeros sintéticos!

Os polímeros (do grego “poli”, que significa muitas e “mero”, ou seja, partes) são longas  moléculas formadas a partir de pequenas moléculas (chamadas monómeros) ligadas entre si consecutivamente, formando cadeias que podem conter centenas ou milhares de monómeros.

Mudando a estrutura dos monómeros, é possível obter polímeros com propriedades muito diversas: rígidos como os tubos de PVC, maleáveis como as fibras de elastano, anti-aderentes como o teflon, leves e resistentes como o kevlar, e por aí fora.

Um exemplo bastante popular da aplicação da química de polímeros no desporto é-nos dado pela bola de futebol. As modernas bolas de futebol são constituídas por 3 camadas essenciais.

A mais interior, logo sobre a câmara de ar, é formada por películas de poliéster e algodão. É esta camada que determina a forma como a bola salta.

A segunda camada é constituída por painéis de poliuretano ou poli-etileno vinil-acetato. Estes painéis já não apresentam costuras cosidas, pois são soldados quimicamente entre si, contribuindo assim para uma total impermeabilidade à água.

A última camada é muito importante para a qualidade final da bola, pois define a resistência à deslocação no ar e sobre a relva. É também a camada mais sujeita ao desgaste e, portanto, a mais exigente na qualidade dos materiais, utilizando-se normalmente no seu fabrico uma solução de poliuretano.

Polímeros, polímeros e mais polímeros, para chegar mais rápido, mais alto e ser mais forte!

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