detergentes

quimica das coisas

 

Pode parecer que os detergentes fazem parte da nossa vida desde sempre, mas a verdade é que os primeiros detergentes só começaram a ser comercializados há menos de 90 anos. Em 1920, as máquinas de lavar roupa ainda funcionavam com flocos de sabão, o que trazia vários problemas: má eficiência em águas calcárias, formação de depósitos de sujidade e o ataque às cores da roupa.

Os detergentes são moléculas de forma alongada, com uma extremidade que se mistura bem com as gorduras, e outra que se mistura bem com a água. As moléculas de detergente envolvem as partículas de gordura, virando para fora a extremidade que é amiga da água, permitindo assim, que as nódoas sejam dissolvidas por esta.

Os detergentes têm sido objeto de aperfeiçoamentos constantes, visando uma melhor eficácia de lavagem, uma maior proteção das cores e um menor impacte ambiental.

Em tempos já idos, fez sucesso o “detergente com glutões”- um detergente misturado com enzimas. O papel das enzimas (ou glutões) é atacar as cadeias proteínas, gorduras e hidratos de carbono, partindo-as em pedaços mais solúveis e ajudando assim, a remover as nódoas de alimentos.

Uma outra inovação curiosa foi a adição de “branqueadores óticos”, que são substâncias químicas que não contribuem para a lavagem mas, que se fixam aos tecidos e os fazem parecer mais brancos e daqui resultam os detergentes que ” lavam mais branco”.

Mais recentemente, apareceram no mercado vários detergentes que usam o oxigénio para oxidar os resíduos de sujidade – a oxidação provoca a descoloração dos pigmentos tão comuns em frutas e outros alimentos e também facilita a solubilização.

Mas a aposta do futuro são os detergentes amigos da roupa e amigos do ambiente. A investigação nesta área continua muito ativa e os resultados estarão em breve dentro da sua máquina de lavar.

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