Sensorização do corpo: tecnologias para monitorizar a saúde e detetar doenças
Workshops CICECO recebeu o Prof. Antti Vehkaoja, da Faculdade de Medicina e Tecnologia da Saúde da Universidade de Tampere, para uma palestra abrangente sobre a forma como as modernas tecnologias de sensores estão a transformar a forma como monitorizamos a saúde e detetamos doenças — fora do ambiente clínico e no dia-a-dia.A série de Workshops CICECO recebeu o Prof. Antti Vehkaoja, da Faculdade de Medicina e Tecnologia da Saúde da Universidade de Tampere, para uma palestra abrangente sobre a forma como as modernas tecnologias de sensores estão a transformar a forma como monitorizamos a saúde e detetamos doenças — fora do ambiente clínico e no dia-a-dia.
Vehkaoja iniciou a sua apresentação definindo o principal desafio: recolher dados fisiológicos que sejam significativos, contínuos e discretos. Guiou a audiência através de várias modalidades de medição importantes — frequência respiratória, frequência cardíaca e a sua variabilidade, e saturação de oxigénio — explicando como cada uma pode ser extraída de sinais subtis na superfície do corpo, como alterações na coloração da pele causadas pela circulação sanguínea, detetáveis ??através de sistemas baseados em câmaras desenvolvidos em colaboração com a empresa finlandesa Evondos.
Um dos pontos altos da apresentação foi o projeto ThrombUS+ — um sistema de ecografia portátil e sem fios, concebido para detetar a trombose venosa profunda (TVP) à cabeceira do doente. Vehkaoja apresentou a configuração completa do hardware, demonstrando como as sondas de ultrassons compactas, fixadas à perna, podem transmitir dados sem fios para análise automatizada, reduzindo potencialmente a necessidade de consultas com radiologistas especializados e acelerando o diagnóstico em hospitais e em cuidados domiciliários.
A palestra concluiu com uma visão geral da investigação em curso sobre a estimativa não invasiva da pressão arterial — um problema notoriamente complexo — utilizando a análise da onda de pulso derivada da fotopletismografia. Vehkaoja foi sincero sobre as limitações atuais, referindo que o trabalho ainda está em fase de investigação, mas destacou o potencial impacto para o controlo da hipertensão em grande escala.
O seminário atraiu um público empenhado no Anfiteatro no dia 3 de janeiro de 2015 e gerou um debate animado sobre a transposição destas tecnologias para produtos clínicos e orientados para o consumidor.

