Inês Vilarinho representa Portugal na Young Ceramists Network
2022-04-08
Rede que tem como objetivo reunir jovens estudantes e profissionais que investigam ou trabalham em Cerâmica.

Chama-se Inês Vilarinho, é investigadora do CICECO - Instituto de Materiais de Aveiro e foi convidada para ser representante de Portugal da Young Ceramists Network (YCN). Trata-se de uma rede que tem como objetivo reunir jovens estudantes e profissionais que investigam ou trabalham em Cerâmica. Incentivar a formação, a investigação e as trocas de informações naquela área científica são alguns dos principais objetivos do YCN.

“Como representante de Portugal da YCN espero expandir a rede portuguesa e manifesto a minha disponibilidade para qualquer contato científico”, sublinha Inês Vilarinho.  

A YCN é uma iniciativa do Young Ceramists and Training Working Group da European Ceramic Society (ECerS) e é patrocinada pelo JECS Trust. Inês Vilarinho será a representante de Portugal até julho de 2023.

Investigadora de pós-doutoramento no CICECO, uma das unidades de investigação da Universidade de Aveiro (UA), Inês Vilarinho está a trabalhar no grupo de investigação de materiais e sustentabilidade - Reciclagem de Resíduos e Uso Sustentável de Recursos, no âmbito do projeto LIFE-EGGShellenCe.

“A minha principal responsabilidade [no grupo de investigação] é o desenvolvimento de novos materiais mais sustentáveis, em particular, materiais cerâmicos e geopolímeros one part juntamente com a valorização/imobilização de resíduos industriais”, explica Inês Vilarinho. “Introduzimos alterações no processo de fabricação do material, como por exemplo a redução de temperatura (bastante importante nos materiais cerâmicos), incorporando resíduos industriais, com o objetivo de manter ou melhorar as propriedades técnicas dos materiais”, aponta a investigadora, membro do CICECO desde 2019.

Uma carreira dedicada à sustentabilidade

Inês Vilarinho tem um Mestrado em Engenharia Química/Processos pela Universidade Técnica de Lisboa e um Doutoramento em Engenharia de Refinação, Petroquímica e Química pela Universidade de Coimbra.

“A minha dissertação de mestrado foi realizada na Unilever R&D, Reino Unido, onde permaneci por quase dois anos. Trabalhei ativamente na investigação de tecnologias alternativas de refrigeração, apoiada por modelação e testes laboratoriais, e no design/desenvolvimento de produtos para uma nova geração de materiais de isolamento para arcas congeladoras de gelados. Este foi meu primeiro contato com a ciência dos materiais e o desenvolvimento sustentável”, recorda.

Com o objetivo de prosseguir as atividades de investigação e desenvolvimento, foi financiada para uma bolsa de doutoramento em indústria na Bondalti Chemicals (bondalti.com). O Doutoramento, focado no abatimento de emissões de óxidos de azoto em fábricas de ácido nítrico em regimes transientes, foi aprovado com louvor e distinção. “Nesta linha de investigação desenvolvi um modelo matemático rigoroso para descrever a coluna de absorção da empresa. Este modelo foi extremamente importante uma vez que o seu output permitiu propor várias diretrizes para a redução de emissões de óxidos de azoto em regimes transientes, nomeadamente no arranque e paragem da produção”, congratula-se.

“Considero-me uma pessoa muito dinâmica, pro-ativa, comprometida e dedicada. A minha principal motivação no que à investigação na área de Materiais diz respeito, consiste na procura contínua por resultados que não sejam apenas cientificamente relevantes, mas que impactem significativamente a sociedade e a economia”, diz a jovem investigadora.

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