Prova de Conceito do Conselho Europeu de Investigação atribuída a João Mano
2022-06-14
HumanINK pretende desenvolver uma nova família de biotintas à base de proteínas de origem humana, derivadas de frações do sangue ou tecidos placentários.

João F. Mano, professor do Departamento de Química e vice-diretor do CICECO – Instituto de Materiais de Aveiro, foi distinguido pela terceira vez com uma bolsa Prova de Conceito do Conselho Europeu de Investigação (ERC-PoC). Estes projetos apoiam atividades no estágio inicial de transformar os resultados de investigação em propostas comerciais de elevado potencial, capazes de alcançar benefícios económicos ou sociais.

Com base nos avanços tecnológicos alcançados com a bolsa avançada do ERC ATLAS, João F. Mano e a sua equipa vão receber 150 mil euros para desenvolver uma nova família de biotintas à base de proteínas de origem humana, derivadas de frações do sangue ou tecidos placentários.

O projeto, intitulado HumanINK - Human based bioinks to engineer physiologically relevant tissues, será co-orientado por Catarina Custódio, que também estará envolvida na validação e exploração comercial destes produtos através da empresa Metatissue, uma spin-off da Universidade de Aveiro.

As técnicas de bioimpressão, que integram a impressão 3D com a engenharia de tecidos, e que utilizam células vivas encapsuladas em biomateriais como biotintas, estão a potenciar a criação de muitas soluções inovadoras para os principais desafios biomédicos e de saúde, e anunciam novas fronteiras nas indústrias médica, farmacêutica e alimentar.

O projeto HumanINK visa validar biotintas de base humana para produzir estruturas de arquitetura controlada com hidrogéis apresentando biofuncionalidades sem precedentes; o objetivo será cultivar células em ambientes tridimensionais que recapitulam o microambiente nativo de uma variedade de tecidos e órgãos humanos.

Estas soluções de bioengenharia podem sem aplicadas no desenvolvimento de modelos de doenças, para entender os mecanismos da doença, selecionar fármacos mais eficientes ou testar outros tratamentos. Espera-se que a tecnologia seja posteriormente traduzível em terapias baseadas em medicina regenerativa.

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